Se você ler as declarações de Elifaz, Bildade e Zofar irá perceber algo em comum na compreensão deles acerca do divino: para eles o homem era totalmente desprezível e irrelevante para Deus.

Ao tomar a palavra Eliú, por sua vez, declara que ao contrário do que seus amigos afirmavam, Deus embora grande e poderoso, jamais desprezou Sua criação, jamais ignorou aquilo que acontece com suas criaturas.

Na encarnação do Verbo e na manifestação da glória de Deus em Jesus Cristo nos foi revelada a multiforme graça do Pai, a sua bondade, humildade e compaixão. Se é difícil crer que Deus assim age olhe para Jesus, nEle Deus se fez visível!

Deus a ninguém despreza, mas se inclina ao que está aflito, se interessa em nos ouvir e em estabelecer conosco um relacionamento profundo e duradouro.

Eliú, ao tomar a palavra, alinha a conversa, corrige os argumentos equivocados e apresenta para aqueles homens que a glória e a majestade de Deus não o torna menos misericordioso e menos bondoso.

Ainda hoje, milênios depois, somos tentados a crer que Deus é indiferente, que não se importa conosco e que está distante e ausente, mas o discurso de Eliú ainda ecoa "Deus é mui grande, contudo a ninguém despreza".

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.