Após cinquenta dias da festa da Páscoa, na Festa das Semanas, os discípulos que estavam todos reunidos em oração são cheios do Espírito Santo e, capacitados por Deus, começam a anunciar o Evangelho de Jesus Cristo nas línguas dos estrangeiros que haviam ido até Jerusalém para comemorar a festa.

Diante de uma multidão atônita e perplexa Pedro, tomado pelo Espírito Santo, prega seu primeiro sermão e, ao encerrar sua pregação, é interrogado pelos ouvintes sobre o que havia de ser feito. Então ele responde chamado o povo ao arrependimento e ao reconhecimento público de Jesus como Salvador e Senhor (v. 38).

Pedro então fundamenta o seu chamado afirmando que a promessa feita por Deus acerca do derramamento do Espírito Santo (profetizada por Joel) dizia respeito não apenas aos discípulos e apóstolos do Senhor Jesus, mas à toda aquela multidão, aos filhos, filhas, estrangeiros e todos aqueles que fossem chamados por Deus.

O dom do Espírito Santo, a presença do próprio Espírito na vida do crente [1], sobre o qual o Apóstolo declara no versículo 38 não está limitado apenas a um grupo de homens e mulheres, mas a todos aqueles que se arrependem de seus pecados, são batizados e recebem o selo de Deus.

Diante dessa realidade o Apóstolo convence aqueles homens que havia perdão para seus pecados e refrigério para suas almas.

Sim, a promessa de Deus diz respeito a nós, à misericórdia e graça manifesta aos nossos olhos e nos entregue sem mérito algum: o próprio Deus habita em nós.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.

[1] A expressão "dom do Espírito Santo" pode ser entendida não necessariamente como um dom que Ele concede, mas como a presença dEle. "O dom do próprio Espírito" - HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: volume 2  Organizado por Mark A. Swedberg. Tradução de Yolanda M. Krievin. 2 ed. São Paulo: Batista Regular do Brasil, 2017.