Jesus não tem em mente um amor que se firma em uma unidade forçada, uma unidade que é estabelecida a partir de uma massificação das ideias e dos pensamentos, como se fosse necessário excluir a individualidade para forjar um corpo.

Na realidade a beleza da Igreja de Cristo se encontra no fato de que, sendo diferentes membros, cada um com sua própria função, um único corpo é formado e, em perfeita unidade, ele caminha. E aqui se encontra a nossa maior dificuldade: amar aquele que é diferente de mim.

Claro que o amor que Cristo apresenta não é o mesmo conceito de amor que foi diluído por nossa sociedade, um amor que aceita tudo, que se pauta não na verdade, mas na omissão. Pelo contrário, o amor que Jesus nos orienta a desenvolver é um amor pautado nEle, Ele é a expressão máxima de amor.

O amor de Deus demonstrado em Cristo não é apenas aceitação, mas renúncia. Não se trata apenas de direitos, mas também de deveres.

E, assim como Ele nos amou e se entregou por nossas almas (v. 34), assim nós devemos amar aos nossos irmãos. O amor apresentado por Jesus não é superficial, mas sim um amor altruísta que, se necessário for, nos faz negar a nossa própria liberdade individual para o bem coletivo do Corpo.

Quando compreendemos que o amor que Jesus nos exige é o amor que Ele mesmo nos fornece então percebemos que, ao contrário do que o mundo afirma não é em nós que está o parâmetro, mas nEle.

Devo amar ao meu irmão não porque ele concorda com minha teologia, mas porque Cristo me amou! Devo amar ao meu próximo não porque ele defende a mesma ideologia política que a minha, mas porque, assim como eu, ele é alvo do amor de Deus.

Hey, a unidade do Corpo de Cristo demonstrada na expressão de amor de Jesus não suprime nossas diferenças, mas alinha cada um de nós a partir de único referencial: Jesus Cristo. E, uma vez alinhado nEle somos capazes de amar assim como Ele nos amou.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.