O registro da cura do paralítico no tanque de Betesda é um registro magnífico da graça e misericórdia de Jesus. O relato gira entorno de um homem que estava paralítico há trinta e oito anos.

Jesus então se aproxima dele e pergunta se gostaria de ser curado. A pergunta do Mestre não é ao acaso e não se trata de uma falta de sensibilidade, afinal pode parecer óbvio que se ele estava ali no tanque realmente queria ser curado.

Ao perguntar se desejava ser curado, Jesus sonda o coração do paralítico. Enquanto uns não tem mais esperança de cura, outros se apoiam em sua invalidez para serem alvos de simpatia (sem realmente desejarem serem curados), contudo, aquele paralítico apresenta ao Mestre seu desejo e a sua incapacidade em alcançá-la [1]

Jesus toca no cerne da questão, assim como aquele homem, nós também desejamos alcançar muitas coisas e temos fé para isso, no entanto, nossas limitações nos impede de avançarmos, ao apresentar para o Senhor a suas limitações aquele paralítico recebeu a sua cura.

Talvez você há muito tempo vem batalhando e rogando por algo, talvez seja uma cura para alguma enfermidade, a salvação de alguém ou algum projeto pessoal, mas ainda não fez como aquele paralítico, não confessou sua fraqueza e suas limitações.

Enquanto aquele paralítico não declarou que por mais que tentasse nunca conseguia pular no tanque, ele não foi curado por Jesus. Enquanto não reconhecermos nossa incapacidade de alcançar o que desejamos impedimos o agir do Senhor, apresente a Ele suas fraquezas e dificuldades.

Que Deus lhe abençoe e até segunda-feira em mais um #LittleDevocional.


[1] HARRISON, Everett F. Comentário bíblico Moody: volume 2. Organizado por Mark A. Swedberg. Tradução de Yolanda M. Krievin. 2 ed. São Paulo: Batista Regular do Brasil, 2017.  pag. 297