Ao conversar com Nicodemos o Senhor Jesus declara que Deus amou o mundo e, por este motivo, Ele haveria de ser entregue para justificar todo aquele que nEle crer. Conhecemos muito bem este versículo, mas será que entendemos muito bem?

Infelizmente o entendimento errado de amor que tem sido pregado no mundo pode nos levar a interpretar esse versículo de maneira completamente equivocada. Temos que entender que há um contexto no qual a declaração de Jesus está inserida.

Nicodemos, ao ter com Jesus, é ensinado pelo Mestre acerca do novo nascimento (v. 3-7). Jesus é bem claro ao declarar que ninguém entrará no Reino se não nascer “de novo” (v. 3). O termo “nascer de novo” também pode ser traduzido como “nascer do alto”.

Ou seja, ninguém entra no Reino sem que sua natureza humana seja substituída pela natureza do céu, pelo homem espiritual. Seguindo este raciocínio o Mestre declara ainda que todo aquele que nele crê não perece, mas tem a vida eterna.

E, neste contexto, está a declaração de Jesus sobre o amor de Deus derramado sobre o mundo. Aqui o Mestre não trata da ideia deturpada de amor que afirmam por aí. Um Deus que ama, mas não corrige, que demonstra amor, mas não apresenta exigências.

Deus amou o mundo para que todo aquele que crê em Jesus não pereça, ou seja, não permaneça em condenação, mas receba a vida eterna através do novo nascimento, de uma mudança de vida provocada pelos princípios do céu.

Hey, o amor de Deus apresentado por Jesus não tem nenhuma relação com o “amor” pregado pelo mundo. O amor de Deus demonstrado ao entregar Jesus na cruz do calvário não é para que eu e você o usemos como desculpa para continuar no pecado, pelo contrário, é um motivo para nos levar a desfrutar do novo nascimento e da vida eterna.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.