Somos fascinados por segurança, em todas as áreas de nossa vida procuramos estabelecer um controle onipotente, seja garantindo uma reserva financeira de emergência para eventuais imprevistos, seja colocando mais uma câmera em nosso circuito de monitoramento, ou ainda traçando religiosamente os planos para as atividades diárias do próximo mês.

Enfim, desejamos ter o controle absoluto de tudo, mas quando ingressamos no Reino de Deus a primeira coisa que devemos ter em mente é que, a partir de então, não há mais segurança. Todos os nossos planos, todos os nossos projetos agora não são mais nossos, mas passam a ser estabelecidos por Deus.

Talvez essa necessidade, quase instintiva, de ter o controle de tudo esteja relacionada com a compreensão equivocada da vida. Pois se enxergo o mundo e a vida apenas sob uma perspectiva naturalista/materialista então devo fazer de tudo para garantir que irei aproveitar ao máximo tudo antes de não ser mais quem sou.

Como o salmista declara e, séculos depois o Apóstolo Paulo relembra, estamos sempre em constante risco, estamos sempre caminhando sobre uma linha tênue entre a estabilidade e o caos, é só olhar para os lados e você verá muito bem isso.

Mas quando compreendemos que nossa casa está nos céus e que somos apenas peregrinos nesta terra percebemos que, no final das contas, a necessidade e o desespero de ter tudo sobre o controle é completamente desnecessária.

Não significa, no entanto, que devemos viver de maneira descontrolada e inconsequente, mas sim que devemos reconhecer que aqui não há segurança e que, somente na certeza de que, na eternidade, estaremos enfim seguros.

Que Deus lhe abençoe e até segunda-feira em mais um #LittleDevocional.