Todo mundo conhece esse texto e, muitas vezes, falamos algo dele, mas o que o Apóstolo Paulo nos apresenta é um conceito muito mais profundo do que a grande maioria de nós tem em mente acerca do amor.

Em primeiro lugar o amor tratado neste capítulo não se trata do amor humano natural, pois o homem natural, ou seja, sem Deus não é capaz de cumprir a longa lista de condições que Paulo apresenta.

Alguém pode doar tudo o que possui aos pobres em nome do amor que há em seu coração, mas essa entrega pode se pautar em um interesse próprio oculto no mais íntimo da alma e, como o próprio Paulo declara o amor “não busca os seus interesses” (v. 5).

Isso significa que estamos tratando de um conceito muito mais nobre de amor, um amor que não depende de reputação, de reconhecimento ou de qualquer recompensa, sejam eles de nosso próximo ou de nossa própria mente.

Se em minha própria mente recompenso aquilo que fiz então, como Bonhoeffer escreve, a minha mão esquerda soube aquilo que direita fez.

Paulo nos apresenta um amor que foge completamente de nossa compreensão, de nosso entendimento e de nosso domínio, não somos capazes de nutri-lo, não conseguimos por nós mesmos alimentá-lo em nossos corações.

Por isso necessitamos de Cristo, é Ele que gera em nós, através do Espírito Santo, o amor genuíno de Deus, o amor que não busca agradar minhas próprias vontades, mas a vontade dAquele que nos concedeu a maior prova de amor.

Compreendendo um pouco sobre esse amor indescritível, chegamos ao último versículo do capítulo, onde Paulo declara que tudo acabará, menos o amor.

Não precisaremos mais de fé na eternidade, pois o alvo dela já foi alcançado, não precisaremos mais de esperança, pois ela já foi completada, mas continuaremos dependentes do amor de Deus, pois foi ele que nos levou até lá através da morte de Jesus Cristo.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.