Temos falado muito sobre a graça, sobre a infinita misericórdia de Deus em nos salvar sem que, em nós, houvesse algo que nos tornasse digno da salvação, mas na mesma proporção em que anunciamos a graça de Deus, devemos também nos precaver de torna-la barata e fútil.

Em seu livro "Discipulado" Dietrich Bonhoeffer faz uma distinção entre o que seria a graça preciosa e a graça barata.

A graça preciosa é aquela que nos concede gratuitamente a justificação em Jesus Cristo, sem a necessidade de obras, mas que ao nos ser imputado nos impele a andar como Cristo andou, a ser novas criaturas, a caminhar em suas pisadura.

A graça barata, no entanto, é definida por Bonhoeffer como uma graça que justifica o pecado, mas não o pecador. É a graça que fala "Deus te ama desse jeito", mas que não é capaz de tornar o pecador uma nova criatura.

Na realidade a graça barata nada mais é do que um embuste, uma fraude, pois ao contrário da graça preciosa de Deus que custou a vida de Jesus Cristo, ela pisa no sangue do Mestre ao justificar a permanência do pecador em suas iniquidades afirmando que o amor do Senhor é maior que nossos pecados.

Claro que o discipulado, a caminhada cristã rumo à estatura de Cristo é um processo constante de crescimento, com o tempo Deus vai removendo de nós aquilo que não presta e vai acrescentando cada vez mais dEle.

No entanto, isso não é motivo para abraçarmos a graça barata, a graça que não muda o coração humano, que não transforma a mente e que não leva o cristão à santidade.

A graça preciosa de Deus custou o sangue de Seu Unigênito filho. Lembre-se disto.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.