A Igreja na Galácia estava enfrentando um sério problema: homens, distorcendo o propósito da Lei, estavam introduzindo no meio do povo de Deus doutrinas que afirmavam a necessidade do cumprimento da lei para alcançar a salvação.

Diante disto o Apóstolo Paulo escreve dizendo que se os irmãos abraçassem tal ensinamento Cristo de nada lhes aproveitaria (v. 3).

Ao apresentar, então, a liberdade da graça e que, uma vez alcançados por ela, não somos salvos pelas obras que praticamos o Apóstolo a fim de evitar confusões na compreensão da liberdade da graça escreve orientando os irmãos.

Cristo nos chamou para a liberdade, não vivemos debaixo da lei e não precisamos cumprir lei alguma para sermos salvos, no entanto, uma vez alcançados por Ele não temos o direito de usar desta liberdade para dar espaço à nossa carne.

Alguns versículos adiante o Apóstolo escreve sobre as obras da carne e o Fruto do Espírito concluindo que, aqueles que são de Cristo, crucificaram a si mesmos.

Perceba em nenhum dos extremos é o correto: as obras não salvam e não nos tornam mais agradáveis diante de Deus, mas também não estamos liberados para viver uma vida conforme nossa própria vontade.

Como escreveu, certa vez, John Owen: “A graça não anula a nossa responsabilidade, mas nos capacita a cumpri-la. Ela não nos isenta dos deveres, mas nos equipa para o cumprimento deles”.

Que Deus lhe abençoe e até segunda-feira em mais um #LittleDevocional.