Lázaro, amigo de Jesus, havia morrido, Marta e Maria estavam desesperadas com a dor da perda de seu irmão. Aparentemente o Mestre chegou atrasado e, aos olhos delas, já não havia mais nada a ser feito. Mas Jesus apresenta uma realidade que, diante da dor, desprezamos ou nos esquecemos: a morte não é o fim.

Ao cair no Éden, a raça humana não apenas se separou de Deus em seu relacionamento diário, mas também em seu relacionamento eterno. O pecado afastou o homem da fonte da vida e o conduziu rumo à própria destruição.

O sacrifício de Jesus além de nos garantir a salvação eterna também coloca em ordem a criação de Deus.

A Queda no Éden desestruturou completamente o universo de tal forma que o Apóstolo Paulo escreve dizendo que a criação geme por causa do pecado. E, parte desta restauração, diz respeito à própria morte.

Cristo nos revela que a morte física não é o fim para aquele que nEle crê, pelo contrário.

Somos tentados a olhar para a morte com temor e medo, receamos sua aproximação, pois muitas vezes não compreendemos que ela, na realidade, não tem poder sobre nossas vidas. Pela morte de Cristo, Deus está restaurando Sua criação e, mesmo que morramos, a vida perdida por Adão no Éden, nos foi recuperada por Jesus na Cruz.

Não estamos dizendo, no entanto, que devemos desprezar a nossa vida, ou ainda que estamos fazendo algum tipo de apologia ao suicídio, pelo contrário, o que Jesus nos ensina é que a morte, por não ser mais um inimigo a temer, não deve nos fazer olhar apenas para este mundo e viver apenas esta vida.

Quando compreendemos que Cristo nos livrou da condenação e separação eterna de Deus, somos capazes de olhar para o mundo vindouro e viver confiante neste, mesmo que a morte esteja a apenas alguns passos adiante.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.