Diante das adversidades e das provações da vida o salmista se propõe a cuidar de sua língua, evitando proferir palavras contra o Altíssimo (v. 1). Contudo, o seu coração desfalecido com a mão divina (v. 10) se inclina à tentação de se queixar contra o Senhor.

Mas, ao invés de blasfemar ao Eterno, o salmista roga que Ele lhe mostre os seus dias, que lhe dê consciência da brevidade de sua vida e da insignificância de sua existência (v. 5). E então o Senhor lhe revela que a sua vida é medida por palmos e que a sua existência é vaidade.

Diante desta realidade o coração do salmista então compreende que ele não deve se inclinar às inquietações deste mundo e ao desespero desenfreado por ajuntar mais e mais riquezas (v. 6), pois tudo é vaidade e aqueles que "amontoam riquezas [...] não sabem quem as levará" após a sua morte.

Sabendo que seus dias são como a erva do campo e como o vapor, o salmista então roga ao Senhor para que dê alento, paz e tranquilidade ao seu coração, para que Ele lhe remova as transgressões e lhe dê a esperança eterna.

Muitas vezes não paramos para refletir sobre nossa existência neste mundo, não avaliamos nossa conduta e não verificamos quais têm sido as prioridades de nosso coração.

Mas, assim como o salmista, o Senhor nos coloca hoje diante da profunda, mas esquecida, realidade: nossos dias são vaidade e quanto mais cedo compreendermos que somos como a erva do campo mais cedo iremos encontrar o descanso em Deus, removendo de nossos corações toda preocupação e toda inquietação desta vida passageira.

Que Deus lhe abençoe  e até amanhã em mais um #LittleDevocional.