Você já deve ter percebido que nestes últimos Little Devocionais temos abordado várias vezes a ressurreição e não é sem motivo. Como meta para 2020 propus ler, ao menos, dois livros por mês e, enquanto lia as obras que saparei para Janeiro, me deparei com uma realidade que até então não havia dado a devida atenção.

Embora não seja possível desenvolver completamente o assunto aqui no LittleDevocional, vamos refletir um pouco sobre este importante marco da história humana.

Sabemos que Jesus ressuscitou e nesta certeza está depositada a nossa fé. Ao contrário de qualquer outro sistema religioso, o cristianismo se firma única e exclusivamente sobre um único evento, todos os ramos estão enraizados em uma única verdade: a ressurreição de Jesus Cristo.

Para nós que desfrutados de dois mil anos de desenvolvimento teológico a afirmação de que Cristo ressuscitou dos mortos pode não provocar grande comoção. Mas retorne ao primeiro século.

Havia uma expectativa de que o Messias prometido haveria de libertar Israel do império romano, os feitos dos macabeus em lutar contra os opressores da nação estavam bem vívidos na mente de todos.

E então surge uma figura entre o povo, Ele curava enfermos, libertava os cativos, se colocava com autoridade contra o sistema religioso caído de Jerusalém e anunciava o Reino de Deus e a salvação para os pobres.

Mas, bruscamente, Ele é traído, preso, condenado e executado. Imagine a decepção e o medo que tomou conta do coração dos discípulos, há alguns dias Jesus estava sendo aclamado Rei enquanto entrava em Jerusalém, agora Ele estava morto.

Eles não apenas foram abalados pelos eventos dramáticos da última semana de Jesus, mas também não foram capazes de compreender o plano de Deus. Acreditavam que o Messias libertaria apenas Israel, depois leia Atos 1:6, mas Deus lhes revela que o Messias deveria libertar todo o mundo do império do pecado.

Mas e onde a ressurreição entra? Compare os a postura dos discípulos antes e depois de verem Jesus ressurreto. Os mesmos homens que se esconderam com medo de serem presos também, após verem o Mestre se tornaram tão ousados que testificaram acerca da ressurreição de Jesus diante dos mesmos homens que o haviam matado não muitos dias antes.

E, contrariando os argumentos de que o relato cristão da ressurreição seria plenamente aceito em uma sociedade ignorante, os judeus não tinham a mesma compreensão de ressurreição descrita nos Evangelho e não apenas isso, membros da cúpula religiosa de Israel (saduceus) não apenas negavam a existência de espíritos e anjos, mas também negavam a possibilidade de ressurreição.

Lamentavelmente nosso cristianismo têm dado evidência à tanta coisa e tem, sistematicamente, esquecido da ressurreição de Jesus e qual o resultado? Uma fé que, aos poucos, é corroída. Mas quando relembramos, estudamos e ensinamos que nosso Mestre ressuscitou dos mortos podemos experimentar a mesma injeção de ânimo que aqueles discípulos experimentaram e que permitiu o crescimento estrondoso da Igreja.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.