O salmista inicia o salmo declarando sua confiança no Senhor, nEle estava depositada a sua fé e nEle a sua salvação estaria segura. Contudo, o cântico entusiasmado do salmista na primeira seção (v. 1-6) dá lugar, na segunda seção do salmo (v. 7-14), para o clamor angustiado.

O Senhor se cala diante do clamor e das súplicas do salmista (v. 9), os inimigos e as falsas testemunhas se levantam (v. 12). Contudo, mesmo diante de um cenário desolador o coração do salmista descansa na certeza de que Deus, mesmo em silêncio, não lhe desamparará (v. 10).

As circunstâncias podem não ser favoráveis, o futuro pode parecer sombrio e incerto, mas assim como o salmista podemos descansar na certeza de que, mesmo em meio às tempestades, o Senhor ainda permanece soberano sobre todas as coisas.

Não devemos depositar nossa confiança nas circunstâncias, na segurança econômica, na estabilidade política ou em qualquer coisa de nosso universo. Tudo é passível de desmoronar, tudo deixará de existir.

Nossa confiança deve estar firmada na certeza de que Deus é a nossa luz, a nossa salvação e a nossa força (v. 1), e nEle nossa alma está segura. Ele permanece, Ele não muda e não se abala com as oscilações de nossa economia, com o bramido das nações ou com as inquietações sociais.

Ele permanece imutável, Ele permanece fiel. Espere no Senhor, anima e confie nEle, pois Ele fortalecerá o seu coração.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.