O salmista se questiona "quem pode entender os próprios erros?" e no revela que, ao cair no Éden, a humanidade passou a olhar o cosmos, o universo, não mais sob a ótica de Deus, mas sim sob a sua própria ótica.

Devemos lembrar que o pecado é uma desordem na criação de Deus, "pois o eu perde seu contexto em Deus, e faz-se deus, desejando que tudo gire ao seu redor" (Andrade - Teologia Sistemática Contemporânea).

Cego pelo próprio pecado o coração do homem ímpio perde completamente a referência e, a partir daí, passa a não enxergar mais o quão sério e terrível são as transgressões cometidas todos os dias.

Reconhecendo que o pecado é capaz de ofuscar a mente e endurecer o coração, o salmista roga ao Senhor Deus para que Ele limpe os pecados que lhe são ocultos, as pequenas transgressões que minam a fé e que passam desapercebidas diante da consciência.

Hoje eu e você somos convidados pelo Senhor para apresentar a Ele nosso coração, rogando que Seu Espírito nos purifique de toda iniquidade e que a Sua graça expurgue de nós até mesmo os pecados que nos são ocultos.

Do contrário corremos o risco de ter nossos olhos escurecidos pelo príncipe deste século.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.