Enquanto os povos confiavam em seu poderio militar, na força do braço de seus guerreiros e na capacidade ofensiva de seus exércitos, Israel se abrigava na sombra do Altíssimo. Talvez a profundidade deste salmo não seja tão evidente para nós que lemos ele em pleno século 21.

Quando pensamos em Israel enfrentando seus inimigos normalmente temos em mente as cenas épicas de batalha dos filmes de Hollywood, grandes exércitos se enfrentando de igual para igual.

Mas devemos lembrar que a narrativa bíblica sobre o início da monarquia israelita está inserida no que conhecemos como a transição entre a  Idade do Bronze e a Idade do Ferro, não eram todos os povos que dominavam a tecnologia de produção de armas.

E Israel, que até então era nada mais do que um amontoado de tribos espalhadas pelo território de Canaã, sem um governo centralizado e sem uma estrutura social e econômica bem organizada e estabelecida, era um dos que dependiam de outros povos para manipular o ferro (1 Samuel 13:19-22).

A nação foi romper com a opressão filisteia, que monopolizava a produção de materiais ferrosos, apenas durante o reinado de Davi.

Com este pequeno panorama compreendemos a profundidade deste salmo. Embora tenha sido escrito por Davi e, portanto, durante um período de desenvolvimento militar, não podemos negar a herança deixada no coração dos israelitas: é Deus quem concede a vitória sobre os inimigos.

Enquanto as nações confiavam na capacidade de seus exércitos e em suas armas, Israel só podia confiar em Deus e na promessa feita aos Patriarcas.

Você pode não ter os recursos necessários, pode não ter capacidade ou condições diante das adversidades, mas lembre-se Israel também não tinha e, nestes momentos, a única coisa a se fazer é confiar no Senhor, nosso Deus.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.