Menos de vinte e quatro horas antes Jesus havia alimentado uma multidão com alguns poucos pães e peixes, andara sobre o mar ao encontro dos discípulos e agora, do outro lado, encontrou novamente a multidão do dia anterior.

O Apóstolo João é enfático ao destacar que aqueles homens e mulheres seguiram Jesus simplesmente porque eles comeram e ficaram de estômago cheio (v. 26). O assustador é que eles nem ao menos o seguiam por causa dos sinais, mas simplesmente porque tinham alimento fácil.

Sabendo disto Jesus declara que Ele é o pão que desce do céu, que sacia a fome daquele que dEle se alimenta.

Para nós, brasileiros, que vivemos em uma cultura onde o pão, embora esteja presente em nossa alimentação, mas não corresponde à base alimentar, pode soar um pouco estranha esta afirmação. Mas para o judeu do primeiro século o pão era o "feijão com arroz", era essencial, necessário.

Jesus não apenas traça um paralelo com o maná no deserto indicando que nEle encontramos o necessário para nosso sustento espiritual, mas também nos ensina que Ele, e não Suas obras, devem ser priorizadas.

Devemos buscá-lo não pelo que Ele pode fazer, mas pelo que Ele é: aquele que sacia nossa fome espiritual e que nos garante a vida eterna.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.