Todos os evangelhos registram o chamado feito pelo Mestre a Mateus, um cobrador de impostos. Embora ainda não gostemos de pagar impostos ao governo, não temos a real compreensão da tensão presente no registro dos evangelhos.

Os publicanos eram odiados pelos judeus, pois cobravam impostos de seu próprio povo para Roma, eram vistos como traidores da nação e como os piores de todos os pecadores. Segundo Edersheim havia uma classificação dos cobradores de impostos de Cafarnaum e Mateus, conhecido também como Levi, era o pior deles [1].

A iniciativa de Mateus em deixar tudo para trás também nos é ofuscada pelas maiores facilidade trabalhistas de nosso tempo. Uma vez saindo da coletoria outro prontamente assumiria seu lugar e, com o passado marcado pela traição, quem daria um novo emprego para ele?

Jesus, diante deste cenário de ódio, responde aos fariseus que lhe questionavam por estar assentado à mesa com pecadores e publicanos afirmando que Seu ministério não tinha por objetivo atender aqueles que se julgavam justos.

Seu propósito era e ainda é chamar os pecadores ao arrependimento e, nesse processo, o Mestre nos lembra "misericórdia quero".

Muitas vezes agimos como os judeus dos tempos de Jesus, classificamos os homens e definimos quem merece ou não salvação, no entanto, o Mestre nos lembra que todos somos pecadores e todos necessitamos de arrependimento.

Deus foi misericordioso conosco enviando Seu Filho Jesus e nós devemos ser misericordiosos também ao anunciar o Evangelho, não retendo o poder da Palavra.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.

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[1] HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: volume 2. Organizado por Mark A. Swedberg. Tradução de Yolanda M. Krievin. 2 ed. São Paulo: Batista Regular do Brasil, 2017. pag. 51