A narrativa de Jesus no Getsêmani é maravilhosa e estarrecedora em todos os aspectos. Ali presenciamos Cristo se curvando de angústia e dor, vemos Deus concretizando Seu projeto de salvação e aprendemos a grande verdade: não é a nossa vontade que deve ser feita.

Parece estranho ler Jesus orando para que o Pai afastasse dEle aquele sofrimento. Como o Deus encarnado poderia desejar algo assim? Você pode se perguntar. Mas lembre-se, Jesus também era homem, sua natureza humana não foi aniquilada pela natureza divina.

A angústia do Mestre diante da iminência da dor que Ele enfrentaria ao carregar em Seus ombros o meu e o seu pecado não foi simulada, encenada, mas real. Seu coração humano se angustiava diante da morte.

Mas, mais do que nos revelar a natureza divina, o relato de Lucas nos apresenta Jesus se submetendo à vontade do Pai. Ele poderia ter decidido não salvar ninguém, ter condenado todos ao inferno e ainda assim continuaria sendo Justo, Santo e Digno de todo louvor.

No entanto, Cristo mesmo diante do terror de levar nossos pecados na cruz, se submeteu ao que Deus havia estabelecido, aniquilou sua própria vontade para que a vontade do Pai fosse executada.

Quantas vezes entramos diante de Deus em oração rogando para que a nossa vontade seja feita? Para que o nosso desejo seja cumprido enquanto que, assim como Cristo, deveríamos estar rogando para que não a nossa, mas a Soberana vontade do Pai seja feita.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.