O evangelista Marcos, ao registrar os últimos momentos de Cristo antes de Sua crucificação, nos apresenta a angústia que o Mestre passou nas horas que antecederam Sua morte.

Mas, além de nos mostrar a natureza humana de Jesus, o relato de sua oração nos revela algo ainda mais impressionante. Embora, diante do sofrimento, da dor e da terrível separação provocada pelo pecado, Jesus voluntariamente se entrega à vontade do Pai.

Cristo reconhece que para o Pai todas as coisas eram possíveis, inclusive livra-lo da morte, contudo, Ele deseja que não a sua própria vontade, mas a vontade do Pai seja feita e, desta maneira, Jesus humildemente se submete aos desígnios de Deus.

Não é a nossa vontade que deve ser feita, mas a vontade de Deus. O próprio Jesus, nosso Salvador, se submeteu ao Pai, aniquilando Sua própria vontade. Conosco seria diferente?

Quando exigimos de Deus que algo seja feito, ou que aquilo que eu desejo seja realizado estamos, inconscientemente, cedendo à voz da serpente que no Éden tentou o homem a seguir sua própria vontade.

Quando colocamos nossa vontade acima da vontade de Deus e nossos caminhos como mais importantes do que os caminhos traçados por Ele, entronizamos o "eu" e destituímos o Rei da Glória. Nos tornamos senhores de nossa vida e idólatras.

Não é a sua vontade, nem aquilo que você deseja que será feito, mas a vontade do Pai e aquilo que Ele deseja, mesmo que isso envolva dor, sofrimento e angústia. Mas sabemos que não há tribulação neste mundo que se compara com a glória eterna.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.