Se lhe perguntasse qual a natureza do pecado, você saberia ou teria condições de responder? O que é o pecado? Talvez você respondesse apresentando uma lista de ações, um conjunto de erros e uma série de transgressões.

Embora apresentar ações contrárias à Palavra não esteja errado ainda assim é extremamente superficial para compreendermos a profundidade do sacrifício de Jesus Cristo e Seu sofrimento por nós.

Gustaf Aulén escreve, ao tratar sobre a natureza do pecado: "Se, na fé o homem é governado pela vontade amorosa de Deus, a essência do pecado consiste em que o homem não é dominado por Deus, mas é alguma coisa separada dele [...] Pecado, desde ponto de vista, não são simplesmente atos isolados, ou alguma coisa imperfeita, mas uma direção perversa da vontade" (A Natureza do Pecado. Teologia Sistemática Contemporânea. São Paulo: Fonte Editorial, 2005. pag. 317)

Quando olhamos para o pecado apenas num aspecto exterior, apenas tratando das práticas visíveis, não percebemos a real dimensão do problema. Um assassino não é pecador porque matou alguém, mas ele mata o outro porque ele é pecador.

Nossas transgressões são reflexos visíveis de uma corrupção profunda em nosso ser. Diante disso conseguimos, mesmo que superficialmente, perceber a grandeza do sofrimento de Cristo.

Sempre afirmamos que Ele morreu para nos perdoar de nossos pecados, e sempre vem à tona uma lista deles, mas o profeta nos apresenta um quadro muito mais belo. Jesus levou sobre si a nossa enfermidade, a destruição profunda causada pelo pecado em nossos corações, para que através dEle nós fôssemos sarados.

Poderíamos escrever parágrafos e mais parágrafos sobre isso e ainda assim não esgotar o assunto e não desenterrar todos os tesouros. Mas reflita sobre o amor gracioso de Deus manifesto em Cristo Jesus que nos perdoa de todas as nossas práticas e nos cura de toda corrupção do pecado, por mais profunda que seja, a fim de nos fornecer paz e comunhão.

Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.