Após curarem um coxo que mendigava à porta do Templo, João e Pedro são levados pelos sacerdotes para serem interrogados pelo sinédrio. O texto registrado por Lucas em Atos capítulo quatro nos revela que, após serem interrogados e açoitados, os Apóstolos retornam e junto da Igreja e se unem em oração de graças ao Senhor.

Compreendendo que a profecia registrada no Salmo 2:1,2 dizia respeito ao Senhor Jesus Cristo e que o Todo Poderoso ri e zomba daqueles que dizem "rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas" (Salmo 2:3), os discípulos unânimes clamam para que Deus lhes dê ousadia, coragem e intrepidez diante da afronta dos inimigos (v. 29).

Diante da perseguição aqueles homens se firmaram na certeza de que o Senhor é soberano, que o Seu Ungido reinará sobre as nações e dominará todos os povos (Salmo 2:8,9) e de que aqueles que nele confiam são bem-aventurados (Salmo 2:12).

A oração dos discípulos escandalizaria muita gente hoje, eles não pediram por bênçãos, não clamaram por livramento, mas conscientemente rogaram ao Pai que lhes desse ousadia para continuar anunciando a mensagem do Evangelho sabendo que isso lhes custaria a própria vida.

Não há o que temer, toda tentativa humana em calar a Palavra é em vão, os povos podem pensar coisas vãs, os reis podem se levantar contra o Ungido de Deus e os homens podem desejar romper a Lei do Senhor negando a Sua existência.

Mas ainda assim Ele continua soberano sobre tudo e os Seus planos jamais serão frustrados. A coragem e a ousadia dos discípulos não estava depositada sobre a mudança no comportamento de seus perseguidores, mas sim na certeza de que Deus continua no controle de tudo e que Ele, ao final de tudo, cumprirá aquilo que desejar.

Que Deus lhes abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.