Ao registrar os últimos instantes e a morte do Senhor Jesus o evangelista Mateus deixa claro o caráter sacrificial e voluntário da crucificação do Mestre.

Antes mesmo de ser preso Jesus, ao repreender Pedro por ter cortado a orelha do servo do sumo sacerdote declara "Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?" (Mateus 26:53).

Não havia obrigação alguma imposta ao Senhor Deus, Ele não tinha dever de nos salvar, contudo, Ele assim desejou. E Jesus voluntariamente se entrega aos planos do Pai, Ele poderia ter desejado não cumprir os propósitos de Deus e rogado ao Pai por livramento, que prontamente o atenderia.

Mas Cristo se entregou totalmente e tudo isso por vontade própria, Sua vida não lhe foi retirada, a morte não poderia requerer nada dEle, pois nEle não havia pecado algum, Ele mesmo entregou ao Pai sua vida e, pela privação de sua vontade, fomos salvos.

"Todos os Sinóticos indicam que a morte de Cristo não foi devido à exaustão pela crucificação, mas uma entrega voluntária de sua vida" [1]

Reflita nesse amor sem compreensão, nessa boa nova de salvação. Que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.

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[1] HARRISON, Everett F. Comentário Bíblico Moody: volume 2. Organizado por Mark A. Swedberg. Tradução de Yolanda M. Krievin. 2 ed. São Paulo: Batista Regular do Brasil, 2017.