Em primeiro lugar peço desculpas, o Little Devocional de hoje será um pouco maior do que o comum, mas é por um bom motivo.

Muito provavelmente você já ouviu a parábola do filho pródigo. Na grande maioria das mensagens, devocionais ou estudos sobre o tema a atenção sempre está sobre o filho mais novo, aquele que desperdiçou tudo.

Mas Jesus, ao contar a parábola, nos dá alguns detalhes importantes e, que muitas vezes, passam despercebidos. Antes de partir para longe do pai o filho pródigo pede a sua parte e Jesus declara que o pai repartiu "... por eles..." a sua fazenda.

Tanto o filho mais novo, quanto o filho mais velho receberam aquilo que lhes eram de direito.

Mas quando o filho pródigo retorna à casa do pai, aquele que havia ficado se indigna, mas sua real motivação não era porque o pai havia perdoado seu irmão, mas sim porque o pai havia matado o bezerro cevado para comemorar o retorno de seu filho (v. 29).

Isso me faz pensar, assim como o irmão mais novo, ele também havia recebido a parte que lhe era de direito, o pai não havia priorizado um em detrimento do outro.

No entanto, assim como seu irmão que jogou tudo fora, ele não percebeu que aquilo que realmente importava não era o bezerro cevado que seu pai havia matado, ou o cabrito que ele reclama nunca ter recebido, o que realmente importava era a comunhão com o pai.

O encerramento da parábola é maravilhoso, enquanto todos comemoravam o retorno do jovem, o pai deixa a festa e graciosamente se aproxima do filho mais velho e declara "Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas" (v. 31).

O que o pai declara para o filho mais velho era que tudo, não apenas a parte que ele havia recebido, tudo era dele e ele poderia ter desfrutado de forma justa daquilo que possuía, mas enquanto ele permanecesse com os olhos vendados pelas coisas materiais ele não seria capaz de se alegrar, de sorrir com a alegria do pai e de chorar junto dele.

O pai não se importava em dividir aquilo que ele tinha e a parábola nos ensina mais do que apenas a história de um filho que voltou para a casa.

O Mestre nos ensina que da mesma maneira que o filho mais novo desprezou o pai, o mais velho também deixou de ter plena comunhão com ele, pois ele estava interessado naquilo que o pai tinha e não em que o pai era de forma que, diante da alegria do pai, ele não foi capaz de se alegra, pois seu coração não estava em comunhão com ele.

Medite nisto, que Deus lhe abençoe e até amanhã em mais um #LittleDevocional.